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31 de jan. de 2012

Moça Criança



Moça Criança

Agepe

O seu andar tem jeito de moça criança
A sua trança negra tem fita amarela
Me amarro nela,pelo seu olhar
Me ligo no sorriso dela
Que faz a minha tristeza ter fim
Me amarro nela,pelo seu olhar
Me ligo no sorriso dela
Que faz a minha tristeza ter fim

Ai!Quem me dera se ela gostasse de mim
Eu seria seu,dando o meu melhor amor
Por toda vida milhões de alegrias teriam de ser
Diferente a gente iria viver

Mas pra quê sonhar,viver no mundo de esperança
Se ela é que nem criança,usa trança
E não quer me amar
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Estrada do Coração




Antônio Gilson Porfírio, mais conhecido como AGEPÊ (Rio de Janeiro, 10 de agosto de 1942 — 30 de agosto de 1995) foi um cantor brasileiro. O nome artístico decorre da pronúncia fonética das iniciais do nome verdadeiro "AGP".

Antes da fama, foi técnico projetista da extinta Telerj, a que abandonaria para se dedicar à carreira artística. A carreira fonográfica teve início em 1975 quando lançou o compacto com a canção Moro onde não mora ninguém, primeiro sucesso dele, que seria regravada posteriormente por Wando, nove anos depois, lançou o sucesso estrondoso Deixa eu te amar, que fez parte da trilha sonora da telenovela Vereda Tropical, de Carlos Lombardi. O disco Mistura Brasileira, que continha esta canção, foi o primeiro disco de samba a ultrapassar a marca de um milhão de cópias vendidas (vendeu um milhão e meio de cópias). A carreira destacou-se por um estilo mais romântico, sensual e comercial, em que fez escola.

Foi integrante da ala dos compositores da Portela, contendo um repertório eclético, composto principalmente por baião e teve no compositor Canário o mais freqüente parceiro. Na sua voz tornaram-se consagradas inúmeras composições da autoria, como Menina dos cabelos longos, Cheiro de primavera, Me leva, Moça criança dentre outras.

Morreu de cirrose aos cinqüenta e três anos de idade.
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Deixa eu te amar



Deixa eu Te Amar

Agepe

Quero ir na fonte do teu ser
E banhar-me na tua pureza;
Guardar em pote gotas de felicidade,
Matar saudade que ainda existe em mim.
Afagar teus cabelos molhados
Pelo orvalho que a natureza rega,
Com a sutileza que lhe fez a perfeição,
Deixando a certeza de amor no coração.

Deixa eu te amar!
Faz de conta que sou o primeiro.
Na beleza desse teu olhar
Eu quero estar o tempo inteiro.
Quero saciar a minha sede
No desejo da paixão que me alucina.

Vou me embrenhar nessa mata só porque
Existe uma cascata que tem água cristalina,
Aí, então, vou te amar com sede,
Na relva, na rede, onde você quiser.
Quero te pegar no colo,
Te deitar no solo e te fazer mulher.
Quero te pegar no colo,
Te deitar no solo e te fazer mulher.

Deixa eu te amar!
Faz de conta que sou o primeiro.
Na beleza desse teu olhar
Eu quero estar o tempo inteiro.
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Moro onde não mora ninguém





Moro Onde Não Mora Ninguem

Agepe

Moro onde não mora ninguém
Onde não passa ninguém
Onde não vive ninguém
É lá onde moro
E eu me sinto bem
Moro onde moro ....

Não tem bloco na rua
Não tem carnaval
Mas não saio de lá
Meu passarinho me canta a mais linda
Cantiga que há
Coisa linda vem do lado de lá
Coisa linda vem do lado de lá
Moro onde moro ... (eu também moro...)

Uma casinha branca
No alto da serra
Um coqueiro do lado
Um cachorro magro amarrado
Um fogão de lenha, todo enfumaçado
É lá onde moro
Aonde não passa ninguém
É lá que eu vivo sem guerra
É lá que eu me sinto bem
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